Foram 8 provas, 4 finais, 4 semifinais, 3 recordes mundiais de 3 atletas excepcionais em suas modalidades, Michael Phelps consegue sua 23a. medalha olímpica, mas o Brasil infelizmente não participou ativamente desta festa. Este é o resumão do segundo dia de finais dos Jogos Olímpicos RIO 2016, direto do Estádio Aquático Olímpico:

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100 BORBOLETA FEMININO

Sarah Sjoestroem

A vitória era certa. O recorde também. Faltava definir quanto. A sueca Sarah Sjoestroem  marcou 55.48 (26.01), 98 centésimos a frente da vice-campeã olímpica e novamente recordista mundial junior, a canadense Penny Oleksiak, de apenas 16 anos. Sarah liderou de ponta a ponta a prova, baixou 18 centésimos da marca anterior que vinha da vitória no Mundial de Kazan, em 2015. Completou o pódio a campeã olímpica de 2012, a americana Dana Vollmer, com 56.63. Simplesmente é a 7a. vez que Sarah nada abaixo dos 56 segundos, e também agora detém as 7 melhores marcas da história nesta prova, além de ser a 5a. vez que supera a marca mundial. Apenas ela e Dana conseguiram nadar abaixo dos 56s. Sarah não perde essa prova desde que acabou a Olimpíada de Londres, feito aliás que outros atletas igualaram… Jeanette Ottensen, vice-campeã mundial em 2015, fechou a raia com 57.17, 12 centésimos acima da marca que lhe deu a prata em Kazan.

200 LIVRE MASCULINO

Sun Yang

Sun Yang tinha adotado uma estratégia nos 400 livre, eliminatória e final, em passar bem tranquilo para atacar no final. O popular “cozinhar os adversários”. Mas a estratégia custou-lhe o ouro e agora nadou forte pela tarde e à noite também, lidera a final de amanhã com 1:44.63, seguido de Kosuke Hagino, com 1:45.45, e de Conor Dwyer com 1:45.55. Tirando Yang, a prova está embolada. Sun Yang era o atual campeão olímpico, bicampeão mundial, 2013 e 2015, mas dos 400 livre. Nos 200 ele sempre teve dificuldades para bater e perdeu por 6 centésimos em Kazan para James Guy, além de empatar com Taehwan Park em Londres para a prata olímpica. Mas olhando a concorrência e sabendo que Yang agora não vai poupar nada desde a saída, ele é o forte candidato ao título. Chad le Clos virou dúvida para a final depois do 7o. lugar com 1:45.94 e o alemão recordista mundial Paul Biedermann está na luta para poder finalmente conquistar a tão sonhada medalha olímpica, item que lhe falta na coleção pessoal. Nadando mal apesar de sempre passar na frente, James Guy fecha a final com o oitavo tempo, 1:46.23.

100 PEITO FEMININO

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Lilly King mostra o dedo como “aqui não” para Yulia Efimova

Sob vaias, Yulia Efimova entrou determinada para limpar seu nome, venceu sua série com 1:05.72, mas na segunda semifinal a revelação Lilly King bateu o tempo dela por 2 centésimos e está na raia 4 das finais. A atual campeã olímpica, Ruta Meilytute, seguiu em 4o. atrás da chinesa Jinglin Shi. Lilly evoluiu demais desde 2014, quando tinha apenas 1:09 e entrou na Olimpíada como a número 1 do ranking mundial com 1:05.20. Com o desafio pessoal e público, Yulia pode ser a primeira russa a vencer esta prova na história olímpica, e poderia ser atrapalhada por Ruta, mas a lituana não vem igualando suas performances de 2012-2013, restando King como a adversária mais forte até aqui.

100 PEITO MASCULINO

Joao Gomes. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Joao Gomes. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Não deu para o Brasil, mas mesmo em condições normais de temperatura e pressão, a medalha de bronze já seria difícil. Ela ficou com Cody Miller, que superou o recorde americano com 58.87 e comemorou tanto quanto o campeão da prova. João Gomes Junior passou melhor, com 27.46, mas fez a pior volta da final, 31.85, caindo para a 5a. colocação com 59.31, sua 3a. melhor marca pessoal e seu melhor resultado nestes Jogos. Já Felipe França estava irreconhecível, passou em último com 28.69, teve a 2a. melhor volta entre os finalistas mas a fraca parcial custou-lhe um resultado bem melhor, terminando em 7o. com 59.38. A prata ficou com um velho conhecido – e carrasco – sul-africano, Cameron van der Burgh, com 58.69. Campeão olímpico em 2012 e vice nos Mundiais de 2013 e 2015, ele sempre está nadando bem na hora e local certos. A vitória, certeira e precisa, foi claro de Adam Peaty, um fenômeno que conseguiu uma vitória mega expressiva em cima dos adversários, 57.13, 1s56 de vantagem em cima de Cameron. Ele já passou com 60 centésimos de vantagem e abriu ainda mais a vantagem no segundo 50 metros. A marca é 42 centésimos mais rápida que seu recorde anterior obtido nas eliminatórias destes Jogos. Peaty é o terceiro bretão a vencer esta prova, igualando-se a Adrian Moorhouse e Duncan Goodhew. Em 16 anos de Olimpíada, para vencer esta prova simplesmente houve uma evolução de 3s33 desde Sydney-2000.

400 LIVRE FEMININO

Finais da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/SSPress

Finais da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/SSPress

Outro recorde mundial, outro nome fenomenal da natação atual. Katie Ledecky junta-se ao time de recordistas mundiais – e excepcionais – com Katinka Hosszu e Sarah Sjoestroem, para quebrar pela 3a. vez o recorde mundial da prova com 3:56.46, 1:57.11 x 1:59.35. Após 16 anos, os Estados Unidos sobem novamente ao lugar mais alto do pódio, e após 28 anos temos uma campeã olímpica com recorde mundial, feito que não acontecia desde Janet Evans em Seul-1988. Com 4s77 de diferença, uma surpresa foi a medalha de prata para a britânica Jazmin Carlin, que melhorou 3 segundos de sua marca obtida na seletiva olímpica britânica e soube segurar o fim de prova da americana Leah Smith, assegurando a prata com 4:01.23 contra 4:01.92 de Smith. Katie Ledecky tem agora 9 das 10 melhores marcas da história desta prova, restando um pequeno espaço para 3:59.15 de Federica Pellegrini, de 2009.

100 COSTAS MASCULINO

Guilherme Guido. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Guilherme Guido. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Mais uma decepcionante performance brasileira, Guilherme Guido passa no bolo da segunda semifinal com 25.58, mas repete João Gomes e tem a pior volta da semifinal, 28.58, terminando em 14o. lugar com 54.16, mais de 1 segundo de sua melhor marca. A classificação era certa se nadasse para próximo de seu melhor, já que o 8o. melhor tempo foi 53.34. Lideram a final os americanos Ryan Murphy, 52.49, e David Plummer, 52.50, seguido de 2 outros favoritos, Mitchell Larkin e Camille Lacourt.

100 COSTAS FEMININO

Quase acontece uma zebra – e das grandes. A atual vice-campeã olímpica e recordista olímpica (de semifinal), Emily Seebohm, por 38 centésimos consegue assegurar sua vaga na final, nadando na raia 1, com 59.32. Não bastasse ter ficado à sombra de Melissa Franklin em 2012 e 2013, Seebohm, atual campeã mundial da prova, tem agora uma outra revelação americana, Kathleen Baker, que fez a melhor marca das semifinais com 58.84, seguida da dama de ferro Katinka Hosszu, 58.94, e da chinesa Yaunhui Fu com 58.95, as 3 únicas nadando abaixo dos 59s. Caso vença amanhã, o que será bem difícil, Seebohm pode ser a primeira australiana a levar o ouro na história olímpica da prova.

4X100 LIVRE MASCULINO

Michael Phelps. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Michael Phelps. Finais e semi da natacao no OAS. Jogos Olimpicos Rio 2016. 07 de Agosto de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Satiro Sodré/SSPress

Parece repetitivo, mas aqui também não deu pro Brasil. E como nos 100 peito, a medalha de bronze ficou longe só pela performance dos 3 primeiros colocados. Chierighini levantou a arquibancada passando em 1o. nos 50m e entregou para Nicolas Nilo em 3o. com 48.12. França e Canadá passaram na frente com Nicolas entregando a equipe em 5o. com 48.26 – um resultado que já não foi bom. Depois veio Gabriel Santos que entregou em 6o. com 48.72, e fechando João de Lucca com 48.11, total 3:13.21 e 5o. lugar para o Brasil, que ficou 1s84 distante do bronze, que acabou indo para a Austrália com 3:11.37, numa recuperação contra a Rússia. Os Estados Unidos venceram quase de ponta-a-ponta, com Michael Phelps fazendo 47.12 e Nathan Adrian para 46.97, 3:09.92. Florent Manaudou fez 47.14 e Cameron McEvoy 47.00, o que leva uma perspectiva ruim para os brasileiros Nicolas e Marcelo na prova individual: é preciso nadar para 47 se quiser pensar em medalha. Na final, a equipe brasileira foi a que teve o melhor desempenho nas trocas, acumulando 0.53 contra, por exemplo, 0.82 dos americanos. Phelps é agora o maior medalhista da história com 23 medalhas e o maior medalhista em revezamentos com 11, batendo Jenny Thompson que tem 10.

4 respostas
  1. Nada
    Nada says:

    Triste é saber que conseguiríamos medalha, era apenas todo mundo repetir o que já nadou, Fratus tem 47 lançado, mas não tava no rev, Matheus tem 47 lançado, Nicolas Oliveira tem 47 lançado também, Marcelo foi o único que nadou bem. Com todo mundo nadando bem nem precisaríamos do Cielo.
    Brasil tem um potencial incrível, pena que não sabe utilizar…

  2. Alexandre Madsen
    Alexandre Madsen says:

    Coach, quando vc disse que o Phelps ( 47.12 ) havia feito o melhor parcial, achei estranho, porque Nathan Adrian e Cameron McEvoy certamente nadaram mais rápido ( 46.97 e 47.00 ). Achei um erro por parte da comissão técnica australiana de trocar a ordem dos nadadores. Deveriam ter mantido a ordem da manhã, com Magnussen abrindo. James Roberts ficou muito para trás ( 48.88 ). McEvoy até que recuperou, mas apenas para o bronze. Detalhe : Morozov, o mais rápido nos primeiros 50 metros ( 21.81 ). Ele tá rápido, Coach!!! Vai brigar nos 50tinha. Saudações Aquáticas!!!

  3. Alexandre Madsen
    Alexandre Madsen says:

    Coach, foi impressão minha ou o Phelps queimou a passagem??? 0,08 não é comum, mesmo em se tratando do maior de todos os tempos!!! Ele saiu muito na frente do Manaudou. Se formos comparar os parciais ( 47.12 Phelps x 47.14 Manaudou ) não deveria haver tanta diferença na chegada. Os árbitros fizeram vista grossa. Abraços

  4. swammer
    swammer says:

    Que noite decepcionante.
    Felipe Franca anda inventando com o peito. Antes passava na forca e morria. Ai inventou de passar fraco e voltar na forca. Nao tem ritmo constante nenhum. Ele fica mudando o ritmo da.prova no meio. Nunca vi algo igual.
    Guido infelizmente foi pessimo. Saiu e jogou a touca no chao.Sem comentarios.
    Revezamento tb mal.

    E teve gente que achava que fossemos ganhar medalha de peito, de revezamento, etc. Eu cantei a bola e me massacraram.
    Volto a dizer. Unica chance sera os 50L, mas pelo jeito nao tera medalha.

    Meu highlight da noite foi sentar ao lado da familia Phelps.

    Mas o bobo sou eu…

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