O maior atleta olímpico da história não poderia deixar de ser premiado, não foi por unanimidade, mas levou pouco mais de 90% dos votos do Painel de Especialistas. Das 28 medalhas olímpicas da carreira de Michael Phelps, 12 foram nesta década. Suas cinco participações olímpicas, três foram na década anterior. Fora isso, Phelps ainda teve sete medalhas em Mundiais, quatro douradas, duas pratas e um bronze.

 

Phelps acaba sendo o melhor nadador do mundo das duas últimas décadas, e provavelmente de toda a história. A única coisa que Phelps não fez nesta década foi bater um recorde mundial. Todos os 39 recordes mundiais que estabeleceu, 29 individuais e 10 de revezamentos foram todas na década anterior.

Tem algo que também marcou muito nesta década de Michael Phelps. Foi a década das dificuldades. Fora a foto dele fumando maconha publicada por um tablóide por um jornal inglês em 2009, todas as outras grandes adversidades de Phelps aconteceram nesta década.

 

Phelps teve problema com álcool, foi preso por dirigir embriagado, problema com jogo do pôquer que lhe levou inclusive a ser internado num centro de reabilitação. Casos de depressão e problemas pessoais. A década de Phelps foi cheia de altos e baixos e as conquistas foram obtidas dentro de todos estes dramas pessoais.

Em 2012, se tornou o maior medalhista olímpico da história e foi homenageado no pódio de Londres como o melhor nadador de todos os tempos pela FINA. Ali mesmo, naquele mesmo dia, assinava os papeis de aposentadoria se livrando dos testes surpresa de controle anti-dopagem.

Não durou muito este afastamento. Mais que isso, Phelps sentia falta, dos amigos, dos treinos, das competições. A volta em 2014 foi acidentada. Treinos perdidos e muitas brigas com seu treinador de sempre, Bob Bowman. A quebra de tudo isso foi a segunda detenção por dirigir embriagado saindo de um casino numa madrugada de setembro daquele ano.

Phelps busca ajuda e se interna num centro de reabilitação. Quando volta, volta diferente. Determinado, não perde mais nenhum treino, assume o namoro com a ex-Miss Califórnia Nicole Johnson,  que vinha enrolando há sete anos a mulher que acabou se tornando a sua esposa. Foi nesta década que Phelps se casa e se torna pai. Na arquibancada do Rio 2016, lá estavam a sua mãe Deborah, as irmãs Whitney e Hilary, além de Nicole e seu primeiro filho Boomer.

 

Uma história muito boa desta década de Michael Phelps foi a volta aos treinamentos depois de deixar o centro de reabilitação. Phelps pediu para Bob Bowman retomar os treinamentos aos domingos, uma prática que marcou o início da sua carreira. Bowman olhou com desconfiança para o Phelps que tanto havia aprontado nos últimos meses, mas concordou e marcou o treino para domingo.

No dia marcado, Phelps aguardava por Bowman que nunca chegava. Poucos minutos antes do horário marcado, Bowman deu uma desculpa e mandou o treino por texto de mensagem. No domingo seguinte, Phelps novamente lembrou Bowman do treino e tudo marcado. No dia e no horário, nada de Bowman, e a mesma mensagem, outro treino por texto de mensagem. Demorou três domingos para Bob Bowman aparecer para dar o treinamento. Era apenas uma estratégia do treinador em fazer o seu maior atleta ser desafiado e mostrar que realmente estava comprometido com o trabalho e com o seu resultado.

 

Esta foi a década do maior nadador do mundo, Michael Phelps representa o modelo e a referência para qualquer esporte. Onde grandes atletas não são heróis ou imbatíveis, mas humanos que devem lidar com seus problemas e superar em busca de grandes desafios.

Michael Phelps, o Melhor Nadador do Mundo da Década 2011-2020.

Também foram nominados na categoria: Adam Peaty, Sun Yang, Ryan Lochte, Caeleb Dressel.

 

Alguns vídeos que merecem ser assistidos que marcam a década de Michael Phelps 

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