Sob o título de “Apesar das medalhas na Olimpíada de Tóquio, CBDA tenta sobreviver a dificuldades financeiras”, o jornal O Globo publica uma bela matéria no dia de hoje (link).

Para quem acompanha todo o processo mais de perto, não há grandes novidades na reportagem, mas traz um benefício enorme pois expõe a real situação para um problema que se vivencia desde 2017 e não tenha o conhecimento público adequado.

Uma das informações que considero ser fundamental, e não é citada na matéria, entre as “dívidas em aberto” por má prestação de contas estão ações datadas desde 2012 quando a entidade tinha um patrocínio de quase dois milhões de reais mensais dos Correios.

Muitas das ações das contas rejeitadas foram realizadas, porém, com a prestação de contas não feita ou realizadas de forma incorreta tiveram todo o seu projeto cancelado, determinando a devolução do montante recebido.

As análises e supervisão do TCU se reforçaram muito nos últimos anos e o controle de gastos público é bem maior, o que deixaram estes últimos anos mais difíceis no recebimento de verbas oficiais.

A CBDA está na “lista negra” e impedida de receber fundos federais desde 2017, até mesmo do dinheiro de repasse do Comitê Olímpico do Brasil que, por conta disso, é quem faz toda a gestão de aprovação dos projetos e competições.

Uma das grandes preocupações que circunda na comunidade aquática é que a CBDA esteja correndo o mesmo risco que recentemente aconteceu com a Confederação Brasileira de Canoagem, que fechou suas portas, e deve sofrer algum tipo de intervenção.

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