Os recordes é que dão o “plus” da competição. No Troféu Maria Lenk não poderia ser diferente. A busca pelos recordes vale pontos e estes pontos podem decidir a competição. Tem sido sempre assim.
Os recordes de campeonato valem 18 pontos, os brasileiros 35, sul-americanos 70 e recorde mundial vale 350 pontos. Este ano, a presença estrangeira tem nove nadadores, mas apenas uma não-sul-americana. É a espanhola Duane da Rocha, que é brasileira de nascimento, mas usa a nacionalidade esportiva da Espanha. Ela é uma das fortes candidatas a um dos recordes da competição.
Veja os recordes em destaque para o Troféu Maria Lenk 2015.
O MAIS ANTIGO RECORDE DE CAMPEONATO
É de Thiago Pereira nos 400 medley e um impressionante 4:11.91 feitos no Maria Lenk de 2007. Por sinal, esta prova é a “assinatura” de Thiago. Ele não perde ela desde 2003, são 12 anos consecutivos na maior sequência de vitórias da natação brasileira. Se contarmos a prata de 2002, são 13 anos de pódio nos 400 medley do Maria Lenk. Agora seria bom que este recorde caísse.
AS ESTRELAS INTERNACIONAIS
Olhar os nomes dos medalhistas olímpicos internacionais que são recordistas de campeonato do Maria Lenk enche os olhos. É uma seleção mundial confere aí: Katinka Hosszu da Hungria (200 livre, 100 costas, 400 medley, 200 borboleta, 200 medley), Kristel Kobrich do Chile (1500 livre), Rebecca Soni dos Estados Unidos (100 peito, 200 peito), Jeanette Ottesen Gray da Dinamarca (100 borboleta, 50 livre, 50 borboleta, 100 livre), Oussama Mellouli da Tunísia (1500 livre, 800 livre), Lotte Friis da Dinamarca (800 livre), Mireia Belmonte da Espanha (400 livre), Charlie Houchin dos Estados Unidos (400 livre), Jessica Hardy dos Estados Unidos (50 peito), Kirsty Coventry de Zimbabwe (200 costas).
NOSSA ÚNICA RECORDISTA
Isso mesmo, temos apenas uma mulher brasileira que é recordista de campeonato do Maria Lenk, de resto, todos os recordes são das gringas. A prova é os 50 costas e o recorde é de Etiene Medeiros 27.88 do Maria Lenk de 2013. Vale lembrar que Etiene já tem 27.37, recorde sul-americano feito no Open no ano passado e que terminou a temporada como o melhor tempo do mundo em 2014.
ESTÁ NA HORA…
O recorde do revezamento 4×200 livre feminino corre sério risco de cair. A equipe do Pinheiros tem boas condições de superar a marca história dos Jogos Olímpicos de Atenas e nosso revezamento sétimo colocado. Na época, Joanna Maranhão, Monique Ferreira, Paula Baracho e Mariana Brochado nadaram para 8:05.29. Foi no dia 14 de agosto de 2004, vamos para 11 anos do recorde mais antigo em provas de revezamento na América do Sul. A chegada de Joanna Maranhão e Manuella Lyrio ao Pinheiros, junto com Larissa Oliveira e Gabrielle Roncatto têm grandes chances de derrubar esta marca.
JÁ PASSOU DA HORA…
Se o 4×200 livre está ameaçado de cair, é preciso se dizer que nunca foi ameaçado. O melhor que uma Seleção Brasileira conseguiu nadar nesta prova foi nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara em 2011 com 8:09.89. Porém tem uma prova que já foi ameaçada diversas vezes. O recorde é o mais antigo do Brasil, os 400 medley de Joanna Maranhão 4:40.00 de 11 de agosto de 2004. Abaixo de 4:45, Joanna já fez quase 30 vezes. Abaixo de 4:42, dez vezes. Na casa do 4:40, seis vezes. Por incrível que pareça, Joanna já nadou até para 4:40.01 no Maria Lenk de 2009. Tem de cair!
OS RECORDES DE REVEZAMENTO
A presença turbinada do Corinthians no ano passado com Jeanette Ottesen e Katinka Hosszu deu ao clube três dos quatro recordes de campeonato do Maria Lenk. O 4×50, 4×100 e o 4×200 livre são do Timão. A única prova feminina que não é do Corinthians é o 4×100 medley do Minas em 2011, por sinal, também turbinado, na época por Kirsty Coventry e Rebecca Soni.
Entre os homens, o Pinheiros têm os recordes de campeonato do 4×50 e 4×100 livre, 4×100 medley e o Flamengo mantém o 4×200 livre desde 2012.
OS MAIS DIFÍCEIS
Dois recordes brasileiros e sul-americanos que são iguais aos recordes mundiais. São as marcas de César Cielo nos 50 livre de 20.91 do Open de 2009 e os 100 livre de 46.91 no Mundial também em 2009. Jamais um nadador conseguiu quebrar a barreira dos 21 segundos nos 50 metros e dos 47 segundos nos 100 metros depois da era dos trajes.
OS SUL-AMERICANOS QUE NÃO SÃO NOSSOS
São nove recordes sul-americanos que não são dos brasileiros:
Andreina Pinto da Venezuela é a recordista dos 400 livre (4:06.02) e 800 livre (8:25.93) desde 2013.
Kristel Kobrich do Chile tem os 1500 livre (15:54.30) desde 2013.
Georgina Bardach da Argentina é a recordista dos 400 medley (4:37.51) desde os Jogos de Atenas em 2004.
Albert Subirats da Venezuela é o recordista dos 100 borboleta (50.65) desde 2009.
Ricardo Monastério da Venezuela é o recordista dos 400 livre (3:50.01) desde 2003.
O argentino Martin Naidich é o dono dos 800 livre (7:56.60) e 1500 livre (15:10.24) desde 2013.
E o colombiano Omar Pinzon é o recordista dos 200 costas (1:56.40) desde 2009.
ABRIR O REVEZAMENTO COM RECORDE VALE? E GANHA PONTOS?
A CBDA demorou a mudar o seu regulamento, mas hoje já segue o sistema internacional da FINA, e qualquer nadador na abertura do revezamento, caso o sistema eletrônico funcione perfeitamente, seu recorde de campeonato, brasileiro, sul-americano e mundial será validado. Até se o revezamento for desclassificado nas trocas seguintes ao nadador.
No ano passado, Graciele Herrmann do União quebrou, ou melhor, igualou o recorde sul-americano dos 50 livre na abertura do 4×50 livre do Maria Lenk em São Paulo.
O QUE PRECISA SER FEITO PARA UM RECORDE MUNDIAL SER HOMOLOGADO
Diferente dos recordes de campeonato, brasileiro e sul-americano, que são automaticamente aceitos, os recordes mundiais são homologados através de um processo que inclui medição da piscina, exame anti-doping do recordista e um relatório do árbitro. Recordes mundiais muitas vezes demoram meses para serem homologados por conta de todo este processo. Já tivemos casos de recordes mundiais batidos que não foram aceitos pela FINA pelo não cumprimento de todos os processos.
OS RECORDES QUE SÓ EXISTEM NA AMÉRICA DO SUL
Somente a CONSANAT, e só ela em todo o mundo, é que reconhece os recordes sul-americanos do 4×50 livre e 4×50 medley em piscina longa. Para a FINA, estas provas nem existem. Os recordes em disputa neste Maria Lenk são os 4×50 livre com1:40.63 para o feminino e 1:26.12 para o masculino, ambos feitos pelo Pinheiros ainda em 2009.
É TUDO MEU!
O único nadador dono de todos os recordes é César Cielo que têm os recordes mundiais, sul-americanos, brasileiros e de campeonato das provas dos 50 e 100 livre.
Nos 50, o recorde de campeonato é 21.33 de 2009 e o mundial, sul-americano e brasileiro os históricos 20.91.
Nos 100 livre, a marca de campeonato é 47.60 feita no Maria Lenk de 2009, e o mundial, sul-americano e brasileiro o tempo de Roma 46.91.
Recordes foram feitos para serem batidos e as histórias para serem contadas. Ainda bem que conseguimos listar todas estas para o Maria Lenk 2015. Votos de que aconteçam muitos recordes, assim vamos ter ainda mais coisas para contar.



Tá certo, Coach!!! Desconsidera. Confundi com os 21.84 do Pan 2007 Convenhamos, a competição mais importante naquele ano, Cielo venceu.
De qualquer maneira, são 7 edições de TML sem perder. 2008/2014. Abraços
Procede esta informação??? Cielo nadou ou estava em Auburn???
Não, Nicholas Santos venceu 2007.
Coach, faltou vc relacionar mais uma hegemonia. Depois do Thiago Pereira nos 400 medley, a maior sequência de vitórias consecutivas é a do Cesão nos 50tinha. Desde 2006. São 9 anos de invencibilidade. Confirma???
Belo aperitivo para o Maria Lenk!!! Parabéns pelo levantamento de dados e insights!!!Show de bola, Coach!!!