Rodrigo Rocha Castro não poupou as palavras quando disse adeus ao esporte no Open. “Agradeço a natação tudo o que tenho na vida”. Rodriguinho vai deixar uma lacuna grande na natação brasileira e especialmente no Minas.
Ele é um dos raros, cada vez mais raros, atletas que começa e termina de nadar no mesmo clube. E olha que oportunidade não faltou. No final da década de 90, Flamengo e Vasco arrebanharam os melhores atletas de todo país e da equipe de elite do Minas, só Rodriguinho disse não.
Formado na natação do clube, Rodrigo não foi nadador de destaque até o último ano na categoria júnior.
Em janeiro de 1997, quando tinha 18 anos, Rodrigo conseguiu sua primeira final B de Troféu Brasil. E fez isso nadando em casa na piscina do Minas. Para um nadador que nunca tinha sido campeão brasileiro foi um feito e tanto.
A partir de então foi só crescer. Em 1999, ele chegava pela primeira vez a Seleção Brasileira Absoluta. Estava no time que foi aos Jogos Pan Americanos de Winninpeg no Canadá onde integrou o revezamento 4 x 200 livre voltando com a medalha de prata.
No ano seguinte, em 2000, era convocado para a sua primeira Olimpíada em Sydney na Austrália. Lá ficou em 33o lugar nos 200 livre (1:53:65) e integrou o revezamento 4 x 200 livre com a equipe brasileira chegando em 13o lugar.
A carreira ainda teria mais duas Olimpíadas. Em Atenas 2004, ficou em 20o lugar nos 200 livre (1:50:27) e quase classificou o revezamento 4 x 200 livre para a final terminando em nono lugar. Também nadou o 4 x 100 livre terminando em 12o lugar.
Sua última Olimpíada foi em 2008, Beijing. Rodrigo conseguiu chegar as semifinais da prova dos 200 livre e emocionou a todos quando embalou as mãos para a TV na apresentação oficial da prova. Seus gêmeos, Henrique e Rafaela, nascidos há poucas semanas ganharam a homenagem virtual. Rodrigo fez o 16o tempo das eliminatórias com 1:48:71 e conseguiu baixar bastante na semifinal 1:47:87, mas mesmo assim ficou de fora da final. Ainda nadou o revezamento 4 x 200 livre, 16o lugar, e o 4 x 100 livre que foi desclassificado mas não havia conseguido vaga para a final.
Rodrigo tentou a quarta Olimpíada sem sucesso no Maria Lenk deste ano. Não chegou nem perto da sua melhor marca e também integrou uma tentativa sem sucesso de classificação do revezamento 4 x 200 livre.
ESTE É RODRIGO CASTRO – Imagens 1997-2012 (a imensa maioria de crédito de Satiro Sodré)
Em Campeonatos Mundiais, Rodrigo Castro esteve em quatro edições: 2003 em Barcelona, 2007 em Melbourne, 2009 em Roma e 2011 em Shanghai. Nunca passou das eliminatórias, e foi na primeira participação que chegou mais próximo. Ficou como segundo reserva na prova dos 200 livre e em nono lugar no 4 x 200 livre.
Aliás, este tal de 4 x 200 livre foi a cara de Rodrigo Castro na Seleção Brasileira. Foi nesta prova que ele conquistou suas três medalhas de Jogos Pan Americanos em três edições que participou. Foi prata em 1999, prata em 2003 e ouro no Rio em 2007.
Nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara poderia acrescentar mais uma medalha a sua coleção se não fosse cortado da equipe quando já estava no training camp as vésperas da competição. Foi cortado pelo Comitê Organizador do evento que não poderia receber mais nadadores do que o máximo estabelecido pela organização de 256 atletas.
Rodrigo ainda foi diversas vezes campeão e recordista sul-americano, dezenas de títulos nacionais, brilhou na Copa do Mundo, foi medalhista no Mundial de Curta.
Rodrigo Rocha Castro sempre trouxe algo para a Seleção que vai ser difícil substituí-lo. Ele era a alma da Seleção.
Quem assistiu o seu depoimento emocionado em 2007 numa reunião de grupo as vésperas do início do Pan do Rio sabe bem o valor e a importância que Rodrigo deu a este esporte. Mesmo com o alto senso de humor, famoso pelas piadas e brincadeiras, Rodrigo vai fazer falta no time nacional.
A partir de agora, é um mundo novo, para ele, aos 34 anos, e sua esposa, Aline, que também foi nadadora. Cuidar dos pequenos Aline e Rafaela, quatro anos de idade, e “finalmente” começar a trabalhar. Rodrigo vai atuar na empresa de manutenção elétrica da famíli, um novo desafio para um dos maiores nadadores da história deste país.
Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003: Rodrigo fica com o bronze nos 200m livre
Eliminatórias dos 200m livre no Mundial de Roma, em 2009
Programa “Geração” da TV Assembléia de Minas Gerais em 2011 (programa em 3 partes)
Entrevista com Rodrigo durante os Jogos Mundiais Militares, em 2011
























































Pussi,
Em 1997 no Trofeu no Minas Rodriguinho conquistou uma medalha de prata nos 400 livre e mais outras de rev.
No mundial de curta do mesmo ano ele participou do reve 4 x 200 da seleção sendo sua primeira convocação.