É incontestável que foi o grande ano da sua carreira. Dá para considerar que as duas medalhas de prata dos 50m e 100m livre no Mundial de Piscina Curta em Dezembro de 2024, em Budapeste, na Hungria, deram um salto nas provas de piscina curta, mas foi neste 2025 que Guilherme Caribé encontrou a confiança e a técnica adequada para o seu nado nas performances de piscina longa.

O nadador da Unisanta está terminando a temporada de 2025 como o único brasileiro no Top 10 do mundo em piscina de 50m metros e em duas provas. Caribé fecha 2025 com o terceiro tempo dos 100m livre (47.10) e em sexto na prova dos 50m livre (21.46).

O Troféu Brasil deste ano foi, sem dúvida alguma, a melhor competição da sua carreira em termos de performances. Estas duas marcas 50/100m livre foram feitos lá onde ele ainda com um bom 50m borboleta fez os três tempos estarem no Top 3 do Ranking Mundial da época.

Um detalhe muito importante passou batido nas análises das boas performances de Caribé neste ano. Ele estava desde 2022 sem fazer os seus melhores tempos. Exatamente o ano em que Caribé deixou o CEPE da Bahia com o treinador Rafael Spindola para ir estudar e treinar na Universidade do Tennessee sob o comando do técnico Matt Kredich.

Nos 50m livre, sua melhor marca era 21.87 de 2022 e passou os dois anos de 2023 e 2024 sem batê-la. No Troféu, o 21.46 veio numa melhora bastante expressiva de quatro décimos.

Mesma coisa nos 100m livre, onde Caribé tinha 47.82 desde 2022. Sem melhora em 2023 e 2024 ele nada os 100m no Troféu Brasil para 47.10, mais de sete décimos de melhora, a melhor marca da prova na era pós-trajes da natação brasileira.

Os 50m borboleta também foi uma prova em que Caribé mesmo nadando não conseguiu melhora nos anos 2023 e 2024. Este ano, ele conseguiu quebrar a barreira dos 23 segundos na prova e chegou a final do Mundial de Singapura.

A única prova em piscina longa que Caribé havia melhorado desde a ida para o Tennessee foi os 100m borboleta. Em 2023 ele nadou para 53.91 baixando dos 54.82 de 2022. Mesmo assim, a performance de 2025 foi tão impressionante como as outras melhoras de tempo: 51.86, terminando a temporada como segundo melhor nadador do Brasil na prova.

Dois anos, 2023 e 2024, foi o tempo que demorou para Guilherme Caribé se ajustar ao programa de Matt Kredich, um bom exemplo de que atleta precisa ter paciência e determinação na assimilação destes processos. As melhoras de 2025 falam por si, Caribé trocou de prateleira na natação mundial.

 

Fotos Satiro Sodré