Sob o título “Rusia tiene una superclase” o jornal espanhol AS traz uma matéria especial sobre a geração da natação da Rússia atual, segundo o artigo (link) uma das melhores da história. A Best Swimming já havia destacado a qualidade da atual geração da Rússia e até apontado alguns indicativos desta evolução.

 

Revezamento russo campeão em Abu Dhabi

 

A melhor campanha olímpica da Rússia ainda segue com os Jogos de Atlanta em 1996. Na época, foram oito medalhas sendo quatro de ouro duas com Denys Pankratov e duas com Alex Popov. Desde então, e até Tóquio 2020, os russos nunca mais tinham sentido o sabor do ouro.

Coube a Evgeny Rylov quebrar este jejum de 25 anos sem ouros para a natação russa. E fez em provas onde os americanos mantinham uma hegemonia de cinco edições olímpicas, os 100 e 200 costas.

 

Evgeny Rylov – Divulgação

 

Os resultados de Tóquio deram a Rússia cinco medalhas, duas de ouro, duas de prata e uma de bronze que agora aparece como a segunda melhor campanha da história do país, mas, diferente da geração de 96 que estava na “descendente”, o grupo de agora é mais jovem e com mais perspectivas.

Um levantamento das provas olímpicas, um total de 17 entre 35 provas tiveram os recordes russos batidos em piscina longa batidos entre 2019 a 2021. São 10 provas masculinas, 6 no feminino e uma mista com recordes que foram quebrados nestes últimos três anos, alguns mais de uma vez.

Os próprios russos creditam a evolução ao bom trabalho que está sendo feito na categoria Júnior da Rússia. Eles dominam os Campeonatos Europeus Júniors há pelo menos 10 anos e os resultados já começam a surtir efeito nas competições mundiais.

Nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, em Buenos Aires, a Rússia foi campeã com 19 medalhas sendo 13 de ouro. Na edição anterior, em Nanjing, na China, os russos ficaram em segundo, mas com 13 medalhas e somente 4 de ouro.

A evolução também aconteceu no Campeonato Mundial Júnior da FINA. Na edição de 2017, em Indianápolis, os russos ficaram na quinta colocação com 14 medalhas e 3 de ouro. Na última competição, em Budapeste, a equipe subiu para o segundo lugar, 22 medalhas e 7 ouros.

 

Kliment Kolesnikov premiado em Abu Dhabi com Siobhan Haughey

 

Agora em Abu Dhabi, os russos terminaram na quarta colocação com 15 medalhas sendo 4 ouros e tiveram o nadador mais medalhista da competição Kliment Kolesnikov também escolhido pela FINA como melhor atleta do torneio.

Somente no final do próximo ano que a Rússia volta a competir sob a bandeira e a execução do seu hino nacional. A suspensão da WADA termina no dia 16 de dezembro, um dia antes do Mundial de Piscina Curta que será em Kazan. Assim, a Rússia ainda vai competir como Federação Russa de Natação no Mundial de Fukuoka em maio e quando ganhar a medalha de ouro teremos a execução do Piano Concerto no1 de Tchaikowsky.

A Rússia sedia dois Mundiais de natação em 2022. Além do Mundial de Curta que a FINA decidiu adicionar no calendário, teremos o Mundial Júnior que será em agosto, mas por ser da categoria júnior ele não entra na suspensão imposta pela WADA. Ou seja, atletas competem pela bandeira e hino nacional do país sem qualquer restrição. As duas competições estão previstas para o Palácio dos Esportes em Kazan, mesmo local que sediou a Universíades de 2013.

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