Neta e filha de pais bombeiros, Ana Carolina Vieira traz o espírito de nunca desistir, e mais que isso, vai atrás dos seus sonhos, mesmo que seja preciso mudar o caminho.

 

Revezamento 4×100 livre do Brasil para Tóquio

 

Aos 19 anos de idade, Ana é a segunda nadadora mais jovem do Time Brasil em Tóquio e hoje na coletiva de imprensa direto de Sagamihara não escondeu o sentimento de emoção e de quanto tudo isso tem sido impactante na sua vida. Antes da Seletiva Olímpica, Ana ocupava a oitava posição do ranking dos 100 metros nado livre e nunca tinha nadado na vida para 55 segundos.

Para ser mais exato, estava “empacada” num 56.06 desde o Troféu José Finkel de 2018. Já nas eliminatórias, o resultado prometia com quase um segundo de baixada para 55.15. Na final, foi ainda melhor, entrou para a casa do 54, ficou em segundo lugar com 54.89 e direito a vaga no revezamento 4×100 metros nado livre que vai nadar ao lado de Larissa Oliveira, Etiene Medeiros e Stephanie Balduccini.

 

O resultado trouxe novas perspectivas para ela. Hoje, na coletiva, comentou pela primeira vez que sua saída na Seletiva não foi perfeita e encontrou espaço para melhora. Em junho, ela já conseguiu nadar no Sette Colli para 55.17, sem descanso. Definitivamente está em outro nível de preparação e expectativa.

Natural de São Paulo, Ana é dos raros casos de nadadores que começam nas águas abertas. Foram lá seus primeiros resultados, suas primeiras medalhas e troféus. A família foi determinante, afinal com o avô bombeiro, e os pais na mesma profissão, era impossível não estar envolvido nestes desafios.

O primeiro treinador Marcos Iacopi, um apaixonado pelas águas abertas, também foi determinante neste trabalho. Juntou tudo, família, treinador, oportunidade. E veio um espírito que se seguiu por toda carreira de Ana.

 

Revezamento histórico prata no 4×100 livre dos Jogos da Juventude 2018

 

Versátil na base do Corinthians, Ana já era campeã brasileira no Infantil e chegou a Seleção Brasileira já em 2014. Depois foi para o Minas onde chegou a sua primeira final de Brasileiro Absoluto e chegou a Seleção Brasileira dos Jogos Olímpicos da Juventude. Já na época de Minas a migração para os 100 livre parecia ser uma tendência.

A volta para São Paulo, e a mudança para o Pinheiros foi determinante neste novo objetivo. Ana treinou durante a Pandemia com o objetivo de fazer parte do revezamento olímpico do Brasil em Tóquio. A mudança de data da Olimpíada afetou os treinamentos, adiou o sonho, mas jamais fez ela desistir. Seu espírito jamais lhe permitiria isso.

A Seletiva em abril começou positiva. Nadou sua melhor marca nos 200 livre, uma melhora pequena, mas significativa, afinal, era outro tempo “empacado” desde 2018. Vinha os 100 livre, e ali, a prova que virou o seu “xodó”.

No dia 23 de abril, Ana fez o melhor tempo das eliminatórias dos 100 livre com 55.15. Na final, nadou na raia 4, passou em terceiro, um tanto distante da dupla Larissa Oliveira e Etiene Medeiros, mas cresceu e com um final muito forte chegou em segundo lugar. Seus parciais das duas provas:

Eliminatórias – 55.15, 26.52 e 28.63
Final – 54.89, 26.57 e 28.32

Nadando sua primeira Olimpíada, o tal do 4×100 livre é logo na abertura da Olimpíada. Ana revelou que está ansiosa, e até nervosa para a prova. Porém, reconheceu que há elementos que podem ser melhorados em sua prova, especialmente no primeiro parcial e ainda tem aquele espírito, algo que realmente vai fazer a diferença.

2 respostas
  1. Rogers Santos
    Rogers Santos says:

    Sou de Ubatuba e hoje moro em Natal. Não lembrava da atleta, que era bem pequena na época, entre 2006 e 2012. Lembrei dos pais, pela foto, que tbm participavam dos Campeonatos de águas abertas. O primeiro técnico é fera, Marcos Iacopi. Parabéns a todos….

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